A greve dos motoristas do transporte coletivo de Palmas chegou ao segundo dia nesta quarta-feira (4) e foi tema de esclarecimentos na Câmara Municipal. O secretário de Mobilidade e Transporte Público, Walace Pimentel, e o secretário-chefe do Gabinete do Prefeito, Carlos Antônio da Costa Júnior, participaram da sessão ordinária para informar os vereadores sobre a paralisação. Na saída, a vereadora Débora Guedes (PL) cobrou fiscalização mais rigorosa da prefeitura sobre a Sancetur, empresa responsável pelo serviço na capital.
Vereadora cobra notificação à concessionária
Segundo Débora Guedes, o secretário informou aos vereadores que os pagamentos da prefeitura à concessionária estão sendo realizados. Mesmo assim, a parlamentar afirma que a paralisação segue prejudicando passageiros que dependem diariamente dos ônibus.
"Eu pontuei que a população está sendo prejudicada. Então a Prefeitura precisa tomar um posicionamento de cobrança maior, de fiscalização, até mesmo notificando essa empresa, para que a empresa venha resolver os problemas internos, mas que a população não fique prejudicada."
A vereadora, em entrevista ao Jornal Sou de Palmas, também disse que o município deve usar seus instrumentos de fiscalização para cobrar uma solução rápida da concessionária. Para ela, os trabalhadores que dependem do transporte não podem ser prejudicados pelo conflito trabalhista.
Prefeitura diz acompanhar o impasse
Também ouvido pelo Jornal Sou de Palmas, Walace Pimentel afirmou que a administração acompanha a situação para que o impasse seja resolvido o mais rápido possível. Segundo ele, as reivindicações dizem respeito à concessionária e aos trabalhadores, responsáveis pela contratação dos profissionais, e não diretamente ao município.
"Para deixar claro que a Prefeitura, o município, não é contra a reivindicação dos trabalhadores."
O secretário justificou a ação judicial da prefeitura como forma de garantir a continuidade mínima do transporte durante a greve, sem impedir o direito de reivindicação da categoria.
Decisão judicial e pauta da categoria
Antes do início da paralisação, a prefeitura acionou o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) e obteve liminar que exige a circulação de pelo menos 80% dos ônibus e motoristas nos horários de pico e 70% nos demais períodos. A Justiça marcou reunião de negociação para as 8h30 desta quarta-feira, com representantes do sindicato, da Sancetur e do município, e pediu aos trabalhadores que avaliassem suspender temporariamente a greve.
Segundo o sindicato, a paralisação, iniciada na madrugada de terça-feira (3), continuava na manhã desta quarta, e a sugestão de suspensão não havia sido aceita. O movimento é organizado pelo Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transportes Rodoviários e Operadores de Máquinas do Estado do Tocantins (Simtromet). Entre as reivindicações estão o cumprimento do piso salarial previsto na Convenção Coletiva de Trabalho de 2026, melhorias nas condições de trabalho, instalação de banheiros e bebedouros e revisão de descontos considerados indevidos.
Até o fechamento desta matéria, não havia confirmação de acordo para encerrar a paralisação.