Cerca de 724 mil motoristas ainda não pagaram tarifas do pedágio eletrônico free flow, segundo dados do Ministério dos Transportes obtidos pelo g1. O levantamento vai até 29 de outubro e considera passagens por pórticos até 17 de outubro. Para esses casos, o prazo para quitação sem multa termina em 16 de novembro.

Prazo e reembolso

Segundo o g1, quem já regularizou o pagamento pode pedir o reembolso caso tenha quitado o valor. A reportagem informa que os motoristas que passaram pelos pórticos depois de 17 de outubro ainda estão dentro do prazo regular de 30 dias para pagar o pedágio antes de serem multados.

No fim de abril, o Ministério dos Transportes suspendeu 2.627.504 multas por falta de pagamento do free flow, de acordo com o g1. A medida, segundo a reportagem, teve como objetivo dar tempo para a integração e o funcionamento pleno dos sistemas, que antes tinham canais de pagamento fragmentados entre as concessionárias. A suspensão durou 200 dias.

Como funciona o free flow

O free flow é um pedágio eletrônico sem cancelas. Câmeras e sensores instalados em pórticos sobre as rodovias identificam os veículos por meio da tag ou da leitura da placa, e a tarifa é cobrada sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade. Em algumas rodovias, a tecnologia também calcula o valor conforme a distância percorrida, informa o g1.

Segundo a reportagem, algumas câmeras registram imagens em 3D para identificar o tipo de veículo, o número de eixos e quais estão suspensos, informações usadas para calcular o valor correto, sobretudo de caminhões. Os equipamentos também usam luzes infravermelhas para identificar veículos em baixa visibilidade, como neblina ou fumaça.

O g1 destaca que o sistema apenas identifica o veículo e registra a cobrança. Passar pelo pórtico não gera multa; a penalidade ocorre se o pedágio não for pago no prazo. A falta de pagamento é considerada evasão de pedágio, infração grave com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.

O que o motorista deve fazer

  • Consultar as passagens registradas pelo free flow no aplicativo indicado pela reportagem.
  • Acessar o canal de pagamento da concessionária e verificar se a tarifa foi paga.
  • Pagar até 16 de novembro para evitar multa, no caso das passagens até 17 de outubro.
  • Contestar pelo aplicativo, caso identifique uma passagem que não foi feita pelo seu veículo.
  • Pedir reembolso pelo portal gov.br, se já tiver pago multas antes ou durante o período de suspensão.

Segundo o g1, quem usa tag não precisa fazer nada diferente, pois a cobrança segue automática pela empresa contratada pelo motorista. As passagens ficam registradas no aplicativo por até cinco anos. Apenas o proprietário do veículo pode consultar notificações, registros e valores, e, diferentemente da multa de trânsito, a cobrança do pedágio não pode ser transferida para outro motorista.

O pedágio eletrônico já é usado em mais de 20 países, entre eles Noruega, Portugal, Estados Unidos, Itália, China e Chile, segundo a reportagem.